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O gelado de todas as estações

Cintia Stark – Fotos: Arquivo Pessoal

Claudia Santos


Os sorvetes artesanais de Cintia e Diego são muito vendidos o ano todo. Saiba como eles conseguem esse feito

Sorvete combina com os dias ensolarados e quentes de verão. Porém, os artesanais, fabricados por Cintia Stark e o marido, Diego Amaral, fazem sucesso em todas as estações do ano. “Além de saborosos, são mais saudáveis e menos calóricos que os industrializados. Os veganos, por exemplo, têm zero lactose e zero açúcar, sendo os mais indicados para crianças e pessoas com restrição alimentar”, explica Cintia.

Proprietária da sorveteria Adoletá, especializada nesse produto, Cintia diz que Deus realizou o sonho dela de ter um negócio diferenciado. Há nove anos, recém-formada em Química de Alimentos, ela precisava trabalhar. Mas, como sua filha tinha um ano e meio, Cintia clamou ao Senhor por algo perto de casa para ficar o máximo de tempo com a pequena.

Membro da Igreja da Graça, Cintia suplicava a Deus nos cultos de quarta-feira e domingo. “Um dia, senti o desejo de abrir uma sorveteria artesanal. Essa foi a direção que tanto pedi a Ele e, mesmo sem condição financeira, investi no projeto. Convicta de que tudo daria certo, eu me especializei em Preparação de Sorvetes, Pesagem, Sabor, Embalagens e Processamento.”

Começo difícil

A confiança da esposa contagiou Diego, que, na época, ainda não era convertido a Jesus. “Tínhamos o desejo de abrir um negócio antes de nos casarmos. Quando Cintia começou no curso de Balanceamento de Sorvetes e Picolés, também o fiz para ajudá-la.”

Cintia e Diego – Foto: Arquivo pessoal

Ele se especializou em Balanceamentos de Caldas –uma série de cálculos para determinar a quantidade correta de cada ingrediente do sorvete – e hoje é sócio na empresa.

Após concluir a formação, os cônjuges procuraram um local próximo à residência deles para abrir a sorveteria. “Deus também nos ajudou nisso. Meu tio nos cedeu um galpão em frente à nossa casa, em uma rua movimentada e bem localizada, o qual reformamos e transformamos em um estabelecimento”, conta Cintia. Porém, ainda faltava dinheiro para inaugurar a sorveteria. “Precisávamos de produtos e maquinário. Mais uma vez, o Senhor ouviu nosso clamor. Minha sogra nos emprestou uma quantia, e conseguimos comprar pasteurizador, liquidificador industrial, produtora, sorveteira, picoleteira e tudo de que necessitávamos para iniciar o negócio”, revela a comerciante.

Bom atendimento e novos sabores

Serviço diferenciado – Foto: Arquivo pessoal

O primeiro cliente da sorveteria foi um buffet com festa para dois dias. “Vendemos cerca de cem litros de sorvetes. O sucesso foi grande, e conseguimos muitos outros consumidores. Hoje, fornecemos até para os supermercados da região onde residimos no Rio Grande do Sul. Vendemos bastante o ano inteiro. Mesmo no auge da pandemia, prosperamos. Já conseguimos reformar nossa casa e investir em alguns bens. Agradeço a Deus essa vitória”, declara Cintia. Há seis anos no mercado, o casal conta com a ajuda de três funcionários e prioriza a excelência no atendimento. “Para manter uma clientela assídua, lançamos novos sabores e fazemos promoções. O nosso diferencial é um bom sorvete, mais saudável e com valor acessível a todos os consumidores. Esse produto costuma ser caro. Mas um litro do nosso custa apenas 14 reais”, acrescenta ela.

Dica importante

Cintia deixa um conselho para quem deseja abrir uma sorveteria artesanal. “Além de confiar no Senhor, é preciso estudar e adquirir conhecimento sobre o mercado e a fabricação do produto. Procure matérias-primas de qualidade para obter um sorvete de excelência e conquistar um grande número de clientes”, finaliza.

A empresária recebeu outra bênção: a conversão do marido. “Ela orava por mim. Então, em 2014, aceitei Jesus como meu Salvador. Agradeço ao Senhor por nosso negócio ter dado certo e pela vida da minha esposa, mulher forte, que nunca desistiu de mim e me ganhou para Cristo. Hoje, temos duas filhas que estão crescendo na presença de Deus, e isso é maravilhoso”, declara Diego, citando Jó 22.28: Determinando tu algum negócio, ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos.

Receita

Picolé de morango caseiro – Foto: Arquivo pessoal

2 copos de água (de 200ml)

400g de morango

1 ½ copo (de 200ml) de açúcar refinado

1 colher de sopa de liga neutra, que ajuda na textura e previne a formação de grandes cristais de gelo, deixando a mistura uniforme. Esse produto pode ser encontrado nos supermercados.

Preparo

Bata tudo no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Coloque em formas de picolé e congele até ficar pronto para consumir. 

Rendimento: cerca de 20 unidades.OBS.: Se preferir, pode fazer sacolé, dindim, geladinho ou chupe-chupe, como essa guloseima é conhecida em algumas regiões do Brasil.


2 Comments

  1. Betina Correia disse:

    Deus é fiel, Glória e honra a Ele💓

  2. Cintia disse:

    Deus seja louvado 🙏

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