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“Vi meu filho ser ressuscitado”

Daniel, entre os pais, Wildner e Renata, e o irmão caçula, Pedro: a prova do milagre – Foto: Arquivo pessoal

Amanda Pieranti


Com apenas oito anos de idade, o filho de Wildner Silva Bernardo, Daniel, foi vítima da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), doença associada à infecção pelo vírus Sars-Cov-2, causador da covid-19.

“Primeiro, ele teve gastroenterite intestinal. Após ser medicado, voltou para casa. Mas, depois, apresentou três noites seguidas de febre alta, e a médica pediu sua internação no Centro de Tratamento Intensivo (CTI)”.

Daniel ficou internado, durante 14 dias, em estado grave. “Ele foi entubado, porque teve complicação na parte respiratória. O coração dele foi afetado pela síndrome inflamatória, e o órgão não estava mais bombeando o sangue para o corpo da maneira necessária, voltando para os pulmões e gerando edema agudo”.

Quando o período de transmissão do vírus passou, os pais puderam se revezar como acompanhantes. “Fui visitá-lo, e, quando cheguei, a porta do CTI estava entreaberta. Vi meu filho ser ressuscitado, após uma parada cardíaca”.

Aquela cena deixou o pai arrasado. “Porém, eu me prostrei diante do Senhor, confiando nEle. Inicialmente, pensamos no pior, mas, depois, o imenso poder de Deus nos capacitou a enfrentar aquela situação. Dali em diante, tivemos a certeza: Daniel retornaria para casa saudável”.

Um milagre a cada dia

A equipe conseguiu estabilizar o menino, e os pais permaneceram firmes na fé. “Foi um período de muita oração e dependência do Senhor. A médica falava: ‘Hoje, ele precisa urinar bastante para evitarmos fazer hemodiálise’. E o milagre acontecia: Daniel fazia muito xixi. A cada dia, víamos o Altíssimo respondendo e agindo”.

Diariamente, a família comemorava os progressos do garoto. “Falava com minha esposa para olharmos com os olhos da fé, que é a certeza das coisas que ainda não temos. Então, precisávamos ver o nosso filho entubado e enxergá-lo bem, já saindo daquele hospital, brincando e correndo”.

Medo deu lugar à fé

Ver o filho no leito, dependendo dos cuidados dos profissionais de saúde, nem perturbava mais os pais. “Acabou o medo, porque Jesus havia nos fortalecido, e acreditávamos na vitória. Era apenas mais uma etapa a ser superada. Em breve, ele estaria na nossa casa. Falando pelo lado natural, não suportaríamos aquilo tudo”.

Chegou o dia da extubação. “Depois de um tempo, ele acordou e me chamou. Foi lindo vê-lo acordado e, com a graça de Deus, sem sequelas, pois começou a falar, respondendo aos estímulos”.

Em 12 de fevereiro, Daniel teve alta. “A vitória foi grande. Ele retornou para casa comendo sozinho, bebendo e fazendo as necessidades normalmente. Após sua chegada, falou: ‘Pai, agora só falta eu correr’. E ele já está correndo. Daniel nem parece ter estado tão doente. O Pai celestial ouviu nosso clamor sincero e teve misericórdia, dando-nos a graça de ter a saúde do nosso filho restaurada”.


3 Comments

  1. Amanda Pieranti disse:

    Já perdi as contas de quantas entrevistas dessas já fiz, sobre bênçãos alcançadas por meio do Senhor. É muito bom poder ser a porta-voz das maravilhas que Deus faz! Sou grata pela minha missão!

  2. Claudinha Santos disse:

    Realmente é um prazer trazer o novo de Deus, através deste veículo . Ele realizou milagres no passado, MAS continua a operar maravilhas no nosso século. Creiam, perseverem e não desanimem, pois a vitória é certa.

  3. Evandro Teixeira disse:

    Uma linda experiência de fé. Que você continue cumprindo brilhantemente essa missão de registrar que ainda hoje o Senhor opera milagres na vida daquele que nEle crê. Parabéns!!!!

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