Ferida desaparece do útero
1 de setembro de 2021
Compra bem planejada e sem golpes
13 de setembro de 2021

Tinha medo de criança

Maria Lúcia – Fotos: Arquivo pessoal

Claudia Santos


Tristeza, perda ou aumento do apetite, dores pelo corpo, alto grau de pessimismo, insônia, irritabilidade, insegurança, fadiga e desejo de morrer. Segundo especialistas, esses são alguns sintomas de depressão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em todo o mundo, cerca de 322 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram desse transtorno.

Estudos consideram o Brasil o país mais deprimido da América Latina. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 15% da população padecem da doença, que afeta mais as mulheres. Maria Lúcia Barbosa Fidelis foi uma delas. “Eu só ficava dentro do quarto, isolada, sem comer ou tomar banho”.

Ela também não queria falar com ninguém, nem com o marido, Mauro César Rodrigues Fidelis. Em busca da cura, ele levou a esposa ao psiquiatra. E foi descoberto mais um transtorno: síndrome do pânico, uma condição associada a crises repentinas de ansiedade aguda, marcadas por pavor e desespero. Durante o ataque de pânico, em geral de curta duração, a pessoa experimenta a nítida sensação de que vai morrer.

Sentia-se perseguida

Após o diagnóstico, o especialista receitou alguns medicamentos para as duas enfermidades, mas Maria Lúcia se recusava a ingeri-los. “Achava que iriam me fazer mal. Porém, meu esposo me forçava a tomá-los”, conta ela, cuja situação só piorava. “Eu ficava irritada, com medo e me sentia perseguida, vigiada. Achava que havia câmeras dentro de casa e escuta no telefone”.

Maria Lúcia com o esposo, Mauro César – Foto: Arquivo pessoal

Além disso, Maria Lúcia tinha fobia de criança e pavor do esposo, com quem brigava constantemente. “Era um sofrimento vê-la daquele jeito. Eu não sabia lidar com a situação e já estava ficando perturbado também. Discutíamos bastante, e o nosso casamento quase acabou. Várias pessoas nos achavam um casal perfeito, sem saber as lutas que enfrentávamos”, desabafa Mauro.

Vivendo dias de paz

O sofrimento durou um ano, até Maria Lúcia procurar ajuda em Jesus, nos cultos da Igreja Internacional da Graça de Deus. “Pedi a Ele que me livrasse daquelas perturbações, e fui atendida. Hoje, estou liberta e feliz. Não tomo mais remédio e agradeço ao Senhor esse milagre”, afirma, emocionada.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *