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Mulheres na liderança da economia

Foto: Pixabay

Amanda Pieranti


Cada vez mais mulheres ocupam posições de liderança na economia mundial. Christine Lagarde, atual presidente do Banco Central Europeu (BCE) e ex-presidente e diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), é um exemplo. Segundo estudo elaborado pela Kantar – líder global em pesquisa de mercado –, de 2012 a 2020, o número de cargos de chefia ocupados por elas, no mundo, dobrou de 10% para 20%. São gestoras, diretoras e CEOs (Chief Executive Officers), o mais alto posto executivo das grandes companhias. Há também empresárias liderando, com excelência, o próprio negócio.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2020, o Brasil possuía 9,3 milhões de mulheres como dirigentes de empresas. O Global Entrepreneurship Monitor (GEM), principal instituto de pesquisa sobre empreendedorismo no planeta, revelou que o país ocupa a sétima posição entre 42 nações no ranking avaliado.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), empresas com mulheres em postos de comando têm melhor desempenho. E isso acontece inclusive no Brasil. A prova está no relatório Mulheres na gestão empresarial: argumentos para uma mudança, que ouviu cerca de 13 mil companhias de mais de 70 países. Conforme o levantamento, a presença feminina nas corporações produziu aumento nos lucros, mais facilidade para atrair e reter talentos, melhora na criatividade e inovação e progresso em relação à reputação das empresas.

Graziela Teixeira, sócia da R122 e coach, especialista em desenvolvimento humano, com foco em liderança, afirma que essa melhora no desempenho ocorre porque a mulher tem um olhar mais focado na diversidade. “Ela ouve mais e acolhe ideias e sugestões. Consequentemente, possibilita mais inovação. É na diversidade que talvez exista o maior potencial de um negócio, pois explora bem a criatividade. Além disso, elas são muito abertas a aprender e promover a equipe”.

O perfil de uma líder

Patrícia Schuindt – Foto: Arquivo Pessoal

Segundo Patrícia Schuindt, psicoterapeuta, coach e sócia da R122, com experiência na preparação e desenvolvimento de novos líderes em organização de grande porte e alta liderança em startups, para ter sucesso em cargos executivos, as mulheres necessitam de algumas habilidades e características. Uma delas é saber liderar primeiro a si mesma. “É a autoliderança; ser protagonista da própria vida, saber seus objetivos e como tomar decisões”.

Ela lembra que atingir o topo das corporações é um desafio. “Quanto mais você sobe na hierarquia, mais tem de honrar qualificações. Competências serão maiores, e será necessário desenvolver outras habilidades. Precisa ser estratégica e menos operacional; ter um olhar macro, conectando o futuro e pensando o que trará resultados, sendo menos centralizadora, delegando mais tarefas aos outros, sem deixar de auxiliá-los”.

Patrícia ressalta a capacidade de comunicação. “A mulher deve saber se posicionar, conduzir, direcionar, argumentar, enfim, ter uma comunicação clara, objetiva. Isso é importante, pois ninguém entrega resultados sozinha”.

Como avançar mais

Graziela Teixeira – Foto: Arquivo pessoal

A coach Graziela Teixeira afirma que existem alguns hábitos capazes de impedir as mulheres de avançar profissionalmente e ensina como eliminá-los.

Querer agradar: Isso se torna um elemento sabotador, pois é impossível agradar e atender a todos.

Ruminar pensamentos: Não perca tempo preocupada e pensativa, tentando interpretar as situações, perguntando-se o que poderia ter sido diferente, ou se punindo por não ter dado conta de algo. Esse hábito a mantém presa e estagnada.

Falar muito: Quando alguém lhe perguntar algo, seja objetiva, sem contar história, dar detalhes, explicar nem contextualizar.

Perfeccionismo: Traz a mentalidade de que não se pode errar nunca e se é insuficiente, gerando insatisfação, insegurança e sensação de despreparo. Não fique presa a isso.

Recompensa: Faça bem o seu trabalho sem esperar que os outros notem e recompensem espontaneamente suas contribuições.

Decidiu fazer diferente

Roseli Poggere – Foto: Arquivo Pessoal

Muitas mulheres têm colaborado para o crescimento da economia, comandando bem suas próprias empresas. Roseli Poggere da Rosa é uma delas. Depois de trocar a Engenharia pela Advocacia há cerca de 25 anos, conquistou notoriedade na área previdenciária e tributária, à frente dos escritórios associados com atuação em vários estados brasileiros. Além disso, em 2019, ampliou seu lado empreendedor, ao montar um ateliê de festas e eventos. E, recentemente, abriu uma ótica, seu novo ramo de atuação.

No entanto, segundo ela, essa carreira de sucesso foi construída do zero, com trabalho e dedicação. “Minha família era pobre, do campo. Em geral, todos estudavam até a antiga oitava série, porque tinham de atuar na lavoura”, relata Roseli, que decidiu fazer diferente. Estudou até o Ensino Médio e entrou na faculdade. “Porém, como Engenharia era em período integral, eu precisava arranjar um emprego para me manter, então troquei pelo curso de Direito”.

Dívida paga em apenas três meses

Ao terminar o Ensino Superior, Roseli estava determinada a abrir um escritório de Advocacia. Isso aconteceu algum tempo depois. No entanto, o início não foi fácil. Sem clientes, ela só foi acumulando dívidas; nem conseguia pagar as prestações da sala comercial que havia comprado. Então, resolveu pedir ajuda a Deus. “Minha sala ficava ao lado da Igreja da Graça. Assistia aos cultos diariamente antes do trabalho. Pedia ao Senhor a mudança daquela situação, e os clientes foram aparecendo”.

Além de assistir às reuniões, ela leu e colocou em prática os ensinamentos do livro Como tomar posse da bênção, de R. R. Soares. Também comprou uma coleção antiga do Curso Fé e um CD dele com uma pregação sobre prosperidade. “Enquanto fazia os recursos processuais, ouvia as pregações”.

Seguindo as orientações do Missionário e pedindo direção ao Altíssimo, a advogada quitou as dívidas em apenas três meses. “A partir daí, comecei a prosperar. Vieram muitos clientes, fui crescendo profissionalmente, montei meu segundo escritório e os outros pelo Brasil”, afirma a empresária, integrante do Ministério Mulheres que Vencem, da IIGD.

A receita do sucesso

De acordo com Roseli, a receita do sucesso é batalhar duro e confiar no Todo-Poderoso. “Eu me enxergo como uma filha de Deus. Faço o que Ele coloca no meu coração. Diariamente, acordo entre 4h30 e 5h30, oro durante duas horas e, só depois, vou trabalhar. Além disso, antes de resolver qualquer assunto de negócio, apresento-o ao Senhor, pedindo a direção dEle”.

Sobre habilidades, ela tem facilidade para escrever e capacidade de gestão – liderar e orientar os funcionários, de maneira que as empresas funcionem com eficácia e seus clientes sejam bem atendidos. “É fundamental ser trabalhador e diligente no que faz. Assim, você terá o melhor de Deus”.

A empresária deixa ainda uma dica a quem pretende iniciar um negócio. “Comece aos poucos, subindo degrau por degrau. Se o Altíssimo colocar no seu coração: ‘Venda docinhos!’, faça isso. Não seja orgulhoso, achando ser algo muito pequeno, porque Deus faz milagres. Ele vai abençoá-lo com o que você tem e onde você estiver; confie nEle”.


3 Comments

  1. Waleria Georgia Santos de Carvalho disse:

    Show. Cada vez mais as mulheres despontam nas diversas áreas.

  2. Betina Correia da Silva disse:

    Deus seja louvado!

    Mulheres que Vencem ❤️

  3. Ester Oliveira disse:

    Que testemunho maravilhoso. Mulheres vencedores e vitoriosas são aquelas que decidem tomar posse da bênção!!

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