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6 de dezembro de 2020

Com prudência se vai longe

Foto: Pixabay

Todo fim de ano é assim: o índice de acidentes e mortes dispara nas rodovias brasileiras. Veja como garantir seu retorno seguro para casa


Amanda Pieranti


Dezembro é uma época de maior movimentação nas estradas. Nesse mês, é intenso o deslocamento em razão das férias e das confraternizações de fim de ano. Porém, é preciso atenção redobrada e prudência ao volante. Do contrário, a viagem pode terminar em tragédia.
Mesmo com a queda na circulação de veículos no Brasil, devido à pandemia de covid-19, foram registrados, em 2020, segundo o Ministério da Saúde, 30 mil óbitos em acidentes de trânsito. Isso significa cerca de 80 mortes diariamente. Somente em rodovias, a Confederação Nacional de Transportes registrou quase 63.500 acidentes.

No entanto, no final do ano, o volume de veículos aumenta. “Nesse período, as pessoas têm pressa de chegar ao destino delas. É preciso manter a atenção e boas condições físicas, mentais e emocionais para a viagem, sem estar sob o efeito de álcool ou remédios”, orienta o consultor em trânsito, Nilson Durães.

Muitas ações dos motoristas ajudam a evitar acidentes. É a chamada direção preventiva. “As vias devem estar regulamentadas e sinalizadas, mas transitar com cuidado, antecipando o que pode acontecer, é uma obrigação do motorista, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Se cada um fizer a sua parte, evitam-se riscos e garante-se segurança”.


Medidas fundamentais


Antes de viajar, Nilson alerta para a necessidade de o motorista fazer a inspeção veicular, principalmente no caso de percursos longos. “Essa verificação começa pelos itens básicos: freios, pedais do carro, suspensão do veículo, limpador de para-brisas, cinto de segurança, sistema de iluminação, como luzes do painel internas e externas, condições e calibragem de pneus”.

Outro ponto importante é a capacidade de passageiros e o limite de bagagem permitidos. “Levar uma pessoa que o carro não comporta é prejudicial, porque alguém vai estar sem o cinto de segurança. O transporte de malas acima do permitido também pode comprometer a visão interna do condutor”.

Nilson Durães – Arquivo pessoal

A boa condução do veículo evita problemas graves. “Se o motorista não tem o hábito de dirigir, sugiro fazer um roteiro com antecipação. Veja se não há obras ou buracos no percurso, porque, em geral, o acidente acontece em local onde não se está habituado a circular”, observa o profissional, lembrando: os aplicativos de trânsito costumam informar esses detalhes, assim como as vias alternativas ao tráfego.

Respeitar a velocidade permitida conforme a via e as condições climáticas também promove a direção responsável. “Verifique a previsão do tempo antes de sair. Evite circular se estiver chovendo, mas, se começar a chover no meio do trajeto, reduza a velocidade. A quantidade pluviométrica pode comprometer a estrada e a visibilidade”.

Dicas que podem salvar vidas

Nilson Durães destaca condutas essenciais para reduzir acidentes:

  • Evitar as rodovias em horário de pico, quando há mais trânsito de caminhões e transporte de cargas.
  • Manter a distância de segurança do veículo à frente.
  • Redobrar a atenção ao seu redor, em vias com excesso de veículos. “Cabe observer a distância frontal e a lateral. É importante, pois, se precisar efetuar uma manobra defensiva, você consegue se esquivar”.
  • Atenção ao mudar de faixa quando estiver dirigindo. “Só faça isso se sua atitude não representar riscos. O condutor deve sinalizar sua intenção e visualizar antes, se é possível, para que a manobra seja efetuada com segurança”.
  • Não confiar apenas no retrovisor, pois há pontos cegos no carro. Então, vire a cabeça para notar os veículos ao seu redor. Esse reflexo reduzirá a possibilidade de colisões laterais.

Dirigindo, esqueça o celular

De acordo com Nilson Durães, o celular é um dos maiores causadores de acidente de trânsito. “Na minha opinião, usar telefone ao volante deveria ser crime, mas a atual legislação não prevê dessa forma. O condutor deve evitá-lo ao máximo. Não deve manuseá-lo nem segurá-lo, pois estudos comprovam que ele reduz a atenção do motorista.”

Prudência em casos de acidentes

Saber agir em situações desse tipo ajuda a evitá-las. Preste atenção às dicas do consultor em trânsito, Nilson Durães, levando-se em conta que todos os envolvidos estão bem:

  • Retire o veículo da via, sem comprometer a segurança dos demais usuários, e leve-o a um local seguro.
  • Sinalize o perímetro do acidente na via. Dê 30 passos do veículo e coloque o respectivo triângulo.
  • Desembarque os passageiros (caso seja possível) e conduza-os para longe do fluxo da via. Não transite entre veículos.
  • Avise aos órgãos de segurança da referida via. Se verificar acidente no caminho, reduza a velocidade e faça um gesto com o braço, para que o condutor traseiro saiba que você vai parar. O pisca-alerta não é sinalização para isso, pois só pode ser usado com o veículo parado.

Ele nasceu de novo

Há dois anos, Jorge Maurício de Oliveira Barroco, sua esposa e seu filho sofreram um acidente de carro quando um táxi os atingiu. “O motorista primeiro bateu em outro carro. E, ao colidir com o meu, o dele lançou meu veículo em cima de uma pedra. O carro ficou destruído”.

Na ocasião, os familiares tiveram ferimentos leves, e Jorge Maurício foi o mais prejudicado. “Quando desci do carro para ver como estava minha família, caí no chão, porque não sentia minha perna direita. Também estava com enxaqueca”.

No hospital, antes de fazer raios X da perna, ele recebeu a visita da Pra. Gorete Moura, da sede da Igreja Internacional da Graça de Deus em Irajá, no Rio de Janeiro (Avenida Monsenhor Félix, 1.120), que orou por ele. “Ela me perguntou: ‘Você crê no natural ou no sobrenatural?’. Respondi: ‘No sobrenatural’. Com autoridade, a pastora determinou que o diabo não levaria de mim nem mesmo uma unha. A dor de cabeça passou na hora”.

Naquele momento, comecei a sentir bastante dor na perna. Na Ortopedia, soube que o caso era cirúrgico. “Tive rompimento do ligamento cruzado posterior. Devido a isso, meu pé apontava para cima, e eu não conseguia firmá-lo no chão. Imediatamente, repreendi aquele diagnóstico, em Nome de Jesus”.

Crendo que não precisaria operar, Jorge Maurício retornou para casa, enquanto aguardava a marcação da cirurgia. “De madrugada, notei algo estranho na perna. Eu sentia como se os ossos se contorcessem e pegassem fogo. Acabei desmaiando de tanta dor”.

O milagre

Pela manhã, Jorge acordou se sentindo melhor. “Sentei-me na cama e já conseguia mexer o pé. Retirei o gesso e pisei no chão”.
Naquele instante, ele saiu de casa. “Fui comprar pão. A tia da minha esposa estava na padaria e contava a uma pessoa que eu estava todo machucado em casa. Então, ela me viu e se surpreendeu. Falei que Jesus havia me curado. Creio que, naquela madrugada, quando senti meus ossos se remexendo dentro da perna, Jesus estava operando o sobrenatural em mim. Desde então, estou bem”.

O carro de Jorge ficou destruído – Foto: Arquivo pessoal

Recado para os motoristas


Jorge dá um conselho importante aos leitores do Jornal Show da Fé: “Obedeçam à sinalização e à velocidade. E façam a manutenção do automóvel. Respeitem o Código de Trânsito preventivamente. Se isso tivesse ocorrido, o condutor do veículo que bateu no meu não teria atingido nenhum dos carros envolvidos”.


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