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Chance de viver era de apenas 4%

Laiara de Camargo Klein

Amanda Pieranti


Uma forte dor de cabeça acendeu o alerta de preocupação na família de Laiara de Camargo Klein, na época com apenas cinco anos de idade. “Depois, os sintomas passaram para a ‘boca do estômago’, e eu ficava cada vez mais fraca, pois mal conseguia comer. Quando comia, o alimento voltava”.

Então, ela teve de se alimentar usando uma sonda, entre idas e vindas aos hospitais, com muitos períodos de internação. “Os médicos me ‘viravam do avesso’, sem terem um diagnóstico fechado”.

Em uma das noites de internação, Laiara passou muito mal. “Tive uma forte crise de dor. Meu coração estava quase parando de bater. Minha mãe pensou ter chegado a minha hora de morrer”.

Após essa ocorrência, uma médica, em visita a outro paciente no mesmo hospital, decidiu examiná-la e constatou epilepsia abdominal. Essa doença rara causa uma série de transtornos gastrointestinais. “Quando a ‘boca do estômago’ fechava, sentia intensa dor. A barriga endurecia, e eu ficava intocável”.

Nessa fase, ela já estava com oito anos. “O nível de fraqueza continuava avançando. Os médicos falaram com minha mãe que pouco poderiam fazer, e minha chance de sobreviver era de 4%. Mesmo assim, eu levaria uma vida vegetativa”.

O Show da Fé

Um dia, enquanto a mãe de Laiara estava no quarto do hospital, deparou-se com o Show da Fé na televisão e começou a acompanhá-lo. “Deus deu certeza a ela: eu sobreviveria”.

Na ocasião, pastores a visitavam no leito, levando a Palavra de Deus a elas, renovando-lhes a fé. “Depois daquele dia, as coisas começaram a funcionar. Meu coração voltou a bater normalmente, e entrei no estágio de recuperação da fraqueza de forma extraordinária. Os especialistas nem sabiam explicar aquela evolução”.

Laiara ganhou peso e teve alta hospitalar. “Lembro-me perfeitamente desse dia. Os médicos estavam emocionados, pois como uma menina, quase dada como morta, poderia estar saindo viva, sorrindo?”.

Curada aos 21 anos

Foi recomendado à Laiara continuar tomando remédios e fazendo acompanhamento médico sem prazo definido. Passado um tempo, a mãe da menina solicitou novas avaliações, porque queria ter a certeza da cura da filha. “Eu recusava a ideia de me submeter a um dos exames, pois ficaria internada, sendo monitorada durante 24 horas. Orei ao Senhor, e o Espírito Santo me respondeu: o resultado glorificaria o Nome dEle”.

Diante disso, ela decidiu fazer o procedimento, e o resultado foi normal. “Tive alta do tratamento em 2019, aos 21 anos, e nunca mais precisei tomar qualquer remédio, para a glória de Deus. O que senti naquele momento foi tremendo, pois foram anos retornando ao hospital para ser acompanhada. Hoje, estou curada”.


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