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Bebida, jogo e miséria

Jorge Ferreira – Foto: Rodrigo Di Castro

Claudia Santos


Ao longo de 40 anos, Jorge Ferreira Pinto, hoje com 76, foi compulsivo por jogo e álcool. “Comecei a beber no auge da adolescência e me tornei alcoólatra”.

O hábito começou em família, pois seu próprio pai lhe oferecia essa substância. “Passei a consumi-la em barzinhos, festas e reuniões com amigos. Como eu trabalhava desde os 17 anos, bancava o meu vício”.

Mesmo após se casar e ter três filhos, a situação se agravou. “Eu não tinha tempo para me dedicar às crianças. Era um pai ausente. Saía do trabalho direto para as farras e virava a madrugada”.

A dependência só não afetou o casamento, porque a esposa de Jorge também bebia excessivamente. “Quando fazíamos uma comemoração, ela pedia que eu comprasse muitas caixas de bebida, e eu me endividava cada vez mais”.

Nas mãos dos agiotas

Mediante essa rotina, a questão financeira ia de mal a pior. “Faltava de tudo em nossa casa, inclusive botijão de gás, e as contas se acumulavam. Dava calote, comprava fiado e passava vergonha, pois devia até aluguel. Só não faltava dinheiro para gastar com o álcool e o jogo do bicho. Perdendo ou ganhando, aproveitava para beber”.

Devido às dívidas, Jorge se envolveu com agiotagem. “Eu pagava uma quantia ao agiota, mas pegava outra logo em seguida. Isso ocorreu durante anos. Ainda vendi o carro da família para pagar algumas pendências”.

Mudança de vida

Um dia, ao ser evangelizado, Jorge ouviu falar do amor e do poder de Cristo e procurou uma Igreja, onde aceitou Jesus. Com os ensinamentos bíblicos, ele aprendeu a determinar sua libertação e foi abençoado.

 “Quando me rendi ao Altíssimo, fui liberto completamente. Passei a ter nojo do cheiro do álcool e abandonei o jogo do bicho”.

Pouco tempo depois, mais uma bênção: “Consegui minha aposentadoria e liquidei as dívidas. Hoje sei: estou trilhando o melhor caminho. Nada no mundo é melhor do que servir a Deus”.


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