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Um socorro em plena pandemia

Luiz Carlos – Foto: Rodrigo Di Castro

Claudia Santos


Luiz Claudio de Castro sempre sustentou sua família com o que ganhava como pintor de paredes. Porém, quando a pandemia de covid-19 chegou, inúmeras portas de trabalho se fecharam. Com o isolamento social, a vida dele desmoronou.

“A demanda de trabalho que eu estava acostumado a executar foi diminuindo até acabar. Contas de luz, gás, telefone, IPVA, entre outras, iam se acumulando. Aquela era a minha única fonte de renda. Precisava da ajuda de familiares para não ter o fornecimento de serviços básicos suspensos”, desabafa.

Antes da crise mundial de saúde, além de custear as despesas dos filhos, Luiz Claudio dava apoio financeiro ao seu pai. “Eu enviava a ele certa quantia para ajudar a pagar o condomínio e as outras contas. Mas, na época, sem trabalho, tornou-se impossível prestar assistência a alguém. Quem estava precisando de auxílio era eu”, recorda-se.

Firme na fé

Membro da Igreja da Graça no bairro Olaria, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro (Avenida Júlio Antônio Thurller, 57 – dirigida pelo Pr. Wellington da Conceição), há 20 anos, o pintor não perdeu a fé e conheceu, de perto, o cuidado divino nos dias tempestuosos.

De acordo com Luiz Claudio, foram oito meses de dificuldades. Mesmo assim, ele nunca desistiu de lutar: quando as Igrejas reabriram, ele pegava sua máscara e ia às reuniões clamar pela misericórdia de Deus.

“A cada culto, a pregação da Palavra renovava as minhas forças, e Cristo me surpreendia. Eu determinava o fim daquela situação. Já foi uma bênção não ter passado fome, pois o colégio do meu neto e uma amiga me forneciam cestas básicas. Alimento nunca faltou à minha mesa.”

A persistência de Luiz valeu a pena, pois outra vitória chegou. “Um colega me disse que uma pessoa estava precisando dos meus serviços de pintura. Após a entrevista, fui contratado. Estou lá há um ano. Antes da crise, eu tinha, no máximo, três clientes toda semana. Hoje, trabalho em uma obra grande por empreitada e ganho, semanalmente, quase o triplo do meu salário anterior à pandemia. Estou muito feliz, porque voltei a ajudar meu pai e meus filhos.”


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