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Retalhos se tornaram um grande negócio

Fotos: Arquivo Pessoal

Amanda Pieranti


Ideni Pires faturava apenas sete reais por dia, mas transformou sua pequena loja em um rentável comércio de tecidos e aviamentos

O valor da aposentadoria de Ideni Pires de Souza, membro da Igreja Internacional da Graça de Deus em Rio Grande (RS), não supria suas necessidades. Diante disso, ela procurou uma ocupação para aumentar a renda. Sua ex-patroa lhe sugeriu abrir uma lojinha de tecidos e aviamentos. “Eu tinha experiência no ramo, pois havia trabalhado como vendedora no estabelecimento dela e do marido.” 

Ideni gostou da ideia, porém, antes de colocá-la em prática, orou ao Senhor, e Ele confirmou o desejo no seu coração. “Abri meu comércio em novembro de 2019, pouco antes da pandemia do novo coronavírus, com retalhos de tecidos doados pela minha ex-patroa, que fechou a loja dela.”

Administrar o próprio negócio era um desafio. “O início foi difícil. Como o estabelecimento não ficava em uma rua central, nem sempre passava cliente ali. Em alguns dias, eu não vendia nada. Outras vezes, faturava apenas cinco ou sete reais.  Porém, eu não me abatia e determinava a prosperidade nos cultos da Igreja.”

A virada

Nem o fechamento do comércio, em março de 2020, seguindo os protocolos internacionais de saúde, fez Ideni desistir. “Impedida de atender presencialmente, passei a vender on-line. Com fé e coragem, suplicava ao Senhor um milagre e fui atendida. Vendi muito elástico e tecido para fazer máscara. Eram tantos clientes que precisei contratar uma pessoa para me ajudar.”

No entanto, o maior milagre ainda estava por vir. Nesse período, uma empresa a procurou e fez um expressivo pedido de kits para a fabricação de máscaras. “Meu vizinho trabalhava lá e me indicou, porque queria valorizar o comércio local. Tive de pedir dinheiro emprestado para comprar o material. Mas valeu a pena, pois essa venda fez minha loja crescer.”

Com o que faturou, Ideni aumentou seu estabelecimento e tem recebido novos pedidos. “A evolução foi tanta, que me admiro pensando nos feitos de Deus. Em setembro de 2019, não imaginava sequer ter um negócio próprio e, agora, completei dois anos à frente de uma empresa de sucesso.”

A falta de capital de giro foi um dos empecilhos enfrentados no começo. “Sem esse valor, ficava difícil ter crédito junto aos fornecedores, para parcelar a compra de insumos. Contudo, atualmente, eles me oferecem parcelamento, mas é raro eu aceitar, porque consigo pagar à vista.”

Fotos: Arquivo Pessoal

Dicas importantes

Além da confiança no Todo-Poderoso, estar atento à diversificação e às novidades é fundamental para ser bem-sucedido nesse ramo: “Aprendi isso quando era vendedora. No meu comércio, o freguês encontra tudo. Vendo tecidos e aviamentos, como linha, agulha, fio de malha, pano e lã, para fazer crochê e tricô, oleado para fazer toalha de mesa, cortina e tule para confeccionar véu de noiva.”

De acordo com a comerciante, os clientes ficam impressionados com tantos produtos. “Deus me mostra o que preciso vender. Os fregueses dão muitas sugestões boas, e eu fico de olho nas tendências. Na primavera, procuro saber quais serão as cores do verão. Assim, consigo encomendar aviamentos e tecidos nos tons da estação.”

Ela explica que a moda é o carro-chefe desse comércio. “As pessoas devem pensar nisso ao abrirem algo nesse ramo. É necessário focar nos detalhes. Outra dica é manter a frente da loja atraente. Os itens devem ficar expostos. Assim, o cliente desejará entrar e comprar.”

Fonte de inspiração

A comerciante recebeu do ex-patrão muitos ensinamentos colocados em prática. “Aprendi com ele. Ex-caixeiro-viajante, vendedor de porta em porta, procurava conhecer as pessoas para saber seus interesses. Tratando bem a clientela, ele ficou rico.”

Ideni trabalha da mesma forma. Sempre que um freguês pede algo indisponível, ela o providencia: “Procuro comprar logo o produto e aviso ao cliente quando já o tenho. Assim, ele volta, confia em mim e até adquire mais coisas.”

 Atendimento diferenciado

Participante das reuniões da IIGD em Rio Grande/RS (Avenida Presidente Vargas, 347), dirigida pelo Pr. Luciano Rodrigo Behling, a comerciante tem o hábito de ungir a loja com azeite consagrado ao Senhor, determinando a prosperidade.

“Faço isso porque trabalho para Deus. Ele me deu o empreendimento. Costumo dizer: Senhor, tudo é Teu. Sou apenas uma funcionária, usando o que me deste para engrandecer Teu Nome’. E, quando entra alguém com problemas no meu comércio, falo de Jesus e convido a pessoa para uma das reuniões da Igreja.”

Certa vez, apareceu uma cliente desesperada, querendo se matar. “Eu lhe disse que Deus poderia resolver qualquer dificuldade e orei por ela. Cinco dias depois, a freguesa voltou em paz e fez novas compras. Agradeço ao Altíssimo por minha loja também ser um instrumento para salvar vidas. Não quero apenas ganhar dinheiro, mas também poder ajudar na obra do Senhor.”


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